Novo golpe envolvendo app que envelhece engana milhares de pessoas

Criminosos têm oferecido na internet supostas versões premium do serviço gratuitamente

Xuxa, Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso e Juliana Paes: famosos se divertem com app de envelhecimento na web
Xuxa, Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso e Juliana Paes: famosos se divertem com app de envelhecimento na web
Foto: Montagem Gazeta Online

Se aproveitando da popularidade recente do FaceApp, aplicativo de manipulação de imagens que voltou a bombar nas redes sociais nos últimos dias ao envelhecer rostos, criminosos têm oferecido na internet supostas versões premium do serviço gratuitamente. É golpe e, em uma das tentativas de disseminar o conteúdo falso, cerca de 100 mil pessoas clicaram.

Na realidade, a versão "Pro" do FaceApp é oferecida dentro do próprio app em um sistema de assinatura.

Segundo alerta emitido pela empresa de cibersegurança Eset, a versão "premium" gratuita é oferecida em um site falso que tenta imitar o do FaceApp. O ataque é focado em usuários de Android.

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Para obter o suposto app, as vítimas são obrigadas a clicar em anúncios, a preencher pesquisas e a instalar aplicativos pagos. Essas ações ajudam a encher os bolsos dos criminosos, que lucram com a atenção dos usuários em acompanhar os anúncios. A página ainda pede para ativar notificações no telefone, que levarão a novas ofertas falsas.

Por fim, explica a Eset, é feito o download do FaceApp para o telefone — o mesmo de sempre, não uma versão turbinada, como a prometida. O problema: ele não é baixado na loja oficial do Google, o que permitiria aos criminosos instalar vírus no telefone ao invés vez do aplicativo.

De acordo com Daniel Barbosa, pesquisador de cibersegurança da Eset, links para essa página — e outras com atividade semelhante — podem ser encontrados em buscas na internet, bem como em vídeos no YouTube ou compartilhadas em aplicativos de mensagens, como o WhatsApp.

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Esse tipo de farsa é comum, explica, e outras com comportamento semelhante devem aparecer.

Por isso, deve-se tomar cuidado com o conteúdo enviado por terceiros (e sempre suspeitar). "É importante adotar ferramentas de proteção, manter o celular atualizado e não clicar em links de correntes", alerta Barbosa.

O FaceApp caiu no gosto do público pela primeira vez em 2018, quando passou a oferecer a opção de "trocar o gênero" dos usuários. Por meio de inteligência artificial, também transformou internautas em crianças.

PRIVACIDADE

Outra ameaça à segurança dos usuários envolvendo o FaceApp diz respeito à privacidade. O app coleta dados pessoais para realizar seus serviços sem deixar explícito qual tratamento dá a essa informação.

A prática é comum a aplicativos do gênero. Especialistas ouvidos pela reportagem, no entanto, dizem não ter encontrado nenhuma irregularidade específica dentro do FaceApp, apesar de criticarem sua política de privacidade.

No documento, o FaceApp diz coletar os dados fornecidos pelo usuário, como as fotos enviadas, com a possibilidade de compartilhar as informações com terceiros.