Empresário capixaba é preso pela Interpol por aplicar golpes milionários

Felipe Médice Toscano, de 33 anos, foi preso na Itália no dia 19 de dezembro acusado de estelionato

Empresário capixaba preso pela Interpol na Itália
Empresário capixaba preso pela Interpol na Itália
Foto: Reprodução/Facebook

Um empresário capixaba e agente de mercado financeiro identificado como Felipe Médice Toscano, de 33 anos, foi preso na Itália pela International Criminal Police Organization (Interpol) no dia 19 de dezembro acusado de estelionato. Ele aplicou um golpe de R$ 10 milhões em um empresário de Vila Velha.

O inquérito chegou nas mãos da polícia em setembro de 2018, mês em que começou a investigação. Em 2014, a vítima conheceu o estelionatário, que começou a mostrar o suposto dia a dia de trabalho para ganhar confiança. No ano seguinte, em dezembro, ele conseguiu com que esse empresário fizesse uma aplicação financeira na Dinamarca e na Holanda.

A partir daí, desde 2015 até março de 2018, Felipe repassava um retorno falso dessas aplicações, também falsas - como saldo, extrato e outros. Ele chegou a inventar um site e aplicativo falsos para que a vítima pudesse consultar o dinheiro aplicado.

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Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (8), a delegada titular da Delegacia Especializada de Defraudações e Falsificações (Defa), Rhaiana Bremenkamp, explicou que o acusado aplica este golpe desde 2013.

"Ele criou sites falsos de banco, aplicativos falsos e induzia as vítimas a acreditarem que esse dinheiro estava sendo aplicado no exterior, mas na realidade ele ficava com a quantia das vítimas. Estamos verificando se essas instituições financeiras estão participando dessa fraude ou se foi uma negligência", disse.

Após a denúncia da vítima de Vila Velha, a polícia recebeu outras denúncias, e investiga um caso de que uma outra vítima do Espírito Santo chegou a repassar uma quantia de US$ 5 milhões. As vítimas perceberam que se tratava de um golpe quando pediam a quantia de volta para Felipe e ele desconversava. Até que ele foi para a Itália.

"É difícil reaver esses tipos de valores, mas estamos trabalhando para que as vítimas tenham o dinheiro de volta. Felipe manipulou essas pessoas, cometeu um crime de estelionato, houve toda uma falsificação de cadastro, e-mail e extratos. Solicitamos a Justiça capixaba que autorizasse preventiva com alerta vermelho na Interpol. A partir daí, foi concedido, a Polícia Federal avisou a Interpol e Felipe foi preso na Itália", detalhou a delegada.