"Eu não estou preso", diz empresário capixaba acusado de golpe

Felipe procurou a reportagem do Gazeta Online e, por chamada de vídeo do Whatsapp, disse que estava em casa. Polícia Civil confirmou a prisão e pedido de extradição

Empresário capixaba
Empresário capixaba
Foto: Reprodução/Facebook

"Eu não estou preso". A afirmação é do empresário e agente de investimentos Felipe Medice Toscano, de 33 anos, acusado pela Polícia Civil capixaba de estelionato. Segundo coletiva da tarde desta terça-feira (8) pela delegada Rhaiana Bremenkamp, Felipe estaria preso na Itália desde o dia 19 de dezembro.

No início da noite aqui no Brasil, Felipe procurou a reportagem do Gazeta Online. Ele conversou via chamada de vídeo do Whatsapp e disse que está em casa. Ele mostrou uma cama, o celular e o notebook por onde viu o noticiário de que estaria preso. "Eu não estou preso. Isso tudo é uma mentira que foi feita para me prejudicar", afirmou Felipe.

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Afirmando ser 22h20 lá na Itália, no momento da ligação, Felipe disse ainda  que soube da afirmação da polícia de que ele estaria preso após familiares o procurarem após a notícia. "Estou sem acreditar nisso", observou.

Ao ser questionado sobre a investigação da Polícia Civil e se chegou a ser detido no dia 19 de dezembro, como afirmou a delegada, Felipe disse que o caso segue em segredo de Justiça e que foi orientado pelos advogados a não entrar neste mérito.

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Foto: Gazeta Online

DELEGADA CONFIRMA PRISÃO

A afirmação dada pelo empresário Felipe Medici Toscano é contrária ao que consta nos documentos e órgãos oficiais, segundo a Polícia Civil.

"A prisão dele está toda documentada. A Polícia Federal confirmou via ofício a prisão, a juíza recebeu o ofício da própria Interpol e da Polícia Federal informando a prisão, a juíza já solicitou a extradição dele para o Brasil. O Ministério da Justiça também já entrou em contato com a juíza solicitando que desse entrada ao pedido de extradição, pois ele foi preso na Itália e está à nossa disposição. Isso está tudo documentado. É um trabalho direto de Interpol Itália-Brasil, e entre órgãos oficiais", afirmou a delegada Rhaiana Bremenkanp, titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações (Defa), a frente do caso.

Sobre o fato do suspeito ter conversando com a equipe de reportagem do Gazetoanline via aplicativo de telefone, a delegada informou que desconhece as condições da prisão de Felipe. "Ele está preso, mas o que não sabemos são as condições da prisão dele. A Itália nos informou que foi dado cumprimento ao mandando de prisão contra o Felipe. Não sabemos se um preso brasileiro, que não é da Itália, ficaria em um presídio, pode ser que esteja em um local que a restrição de liberdade dele não seja totalmente tolida e que ele possa, por exemplo, estar com um celular. Não há alvará de soltura para ele. Foi emitido um mandado de prisão contra o Felipe e houve o alerta vermelho na Interpol. Nenhum juiz daria um alerta vermelho na Interpol do nada, há um inquérito e decisão judicial. Tudo é baseado em documentos oficiais e órgãos oficiais, inclusive do Ministério da Justiça. Nossa intenção é divulgar pois existem outras vítimas. Orientamos essas pessoas a procurarem a polícia", reforçou a delegada.

No início da noite, a reportagem também teve acesso aos documentos dos órgãos oficiais que  comprovariam a prisão de Felipe na Itália.