Homem é preso em MG por exigir fotos íntimas de menina de 11 anos no ES

Lindomar Erivelto Fernandes estava em Minas Gerais, mas ameaçava a menina do Espírito Santo pela internet

Lindomar Erivelto Fernandes foi detido na cidade de Nova Lima, em Minas
Lindomar Erivelto Fernandes foi detido na cidade de Nova Lima, em Minas
Foto: MOntagem | Gazeta Online

Um homem de 39 anos foi preso em Minas Gerais acusado de exigir fotos íntimas, via internet, de uma menina de 11 anos do Espírito Santo. Lindomar Erivelto Fernandes foi detido na última sexta-feira (8), na cidade de Nova Lima e está preso de forma preventiva.

O contato com a criança foi feito em 2015, quando ela tinha 11 anos. De acordo com as investigações, Lindomar criou um perfil falso no Facebook com o nome e foto da própria criança. Ele exigia as fotos íntimas da menina. Para isso, fazia ameaça de espalhar notícias falsas de que a menina tinha relações sexuais com o próprio pai. Com medo, a criança acabava enviando as fotos.

As investigações apontaram que Lindomar Erivelto Fernandes também mandou mensagens para a avó da menina, exigindo que a mulher também enviasse fotos da criança para o suspeito. Depois de fazer chantagens e receber as fotos da criança, o acusado publicou as imagens em uma rede social.

 

 > PF prende homem no ES que convencia vítimas a produzir pornografia infantil

Apesar de Lindomar morar em Minas Gerais, o delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos, Brenno Andrade, explicou que o inquérito foi concluído pela Polícia Civil do Espírito Santo porque a vítima é capixaba.

HISTÓRICO DE CRIMES

O delegado Brenno Andrade afirmou que, em 2015, quando a família da menina realizou a denúncia, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa de Lindomar. Na ocasião, o acusado chegou a ser preso em flagrante, porque armazenava imagens pornográficas de crianças e adolescentes. Uma coisa que chamou atenção dos policiais em 2015 é que o acusado usava uma tornozeleira eletrônica na momento da prisão, porque Lindomar já havia sido preso em 2013, em uma operação contra pornografia infantil, pela pela Polícia Federal.  

"A Polícia Civil teve conhecimento que houve novas denúncias de outras vítimas. Considerando que ele utilizava o Facebook para a prática do crime, nós entendemos que podem haver vítimas do país todo, pela abrangência que essa mídia social tem no nosso cotidiano. Ainda mais considerando o material que foi apreendido, um cartão de memória contendo várias imagens de crianças e adolescentes em poses nuas o ou seminuas", explicou o delegado.

O delegado também explicou que a conclusão do inquérito aconteceu apenas no início de 2019 porque o caso é muito delicado e precisou de diversas investigações longas.

Lindomar pode pegar até 13 anos de prisão, por três crimes: distribuir e publicar imagens pornográficas de crianças, armazenar essas imagens e também por aliciar ou constranger crianças para a prática de sexo ou nudez.