Polícia fecha laboratório de drogas em Guarapari

O "negócio", de acordo com a polícia, era comandado por Thiago dos Santos, 28 anos, conhecido como "Tutu". Ele teve a prisão provisória decretada e está foragido

Tutu ostentava casa de luxo
Tutu ostentava casa de luxo
Foto: Divulgação | PC

Um laboratório de produção de cocaína e crack foi descoberto pela Polícia Civil em um sítio no distrito de Buenos Aires, em Guarapari, na última quarta-feira (13). O “negócio”, de acordo com a polícia, era comandado por Thiago dos Santos, 28 anos, conhecido como “Tutu”. Ele teve a prisão provisória decretada e está foragido. Com o dinheiro arrecadado pela venda das drogas, o traficante mantinha uma vida de luxo e ostentação, de acordo com a polícia.

Todo o material produzido em Guarapari era vendido na região de Seringal, em Viana, onde Thiago comanda o tráfico de drogas local. O sítio pertencia ao empresário Luiz Cláudio da Cruz, que se entregou no dia 01 deste mês, após ter a prisão decretada.

No local, a polícia encontrou dezenas de frascos de acetona, anestésico, cafeína e sacos com ácido bórico. “A quantidade de ácido bórico encontrada é de chamar a atenção. Nunca vi uma quantidade tão grande em tanto tempo de profissão”, ressaltou o delegado responsável pelo caso, Guilherme Eugênio.

O sítio pertencia ao empresário Luiz Cláudio da Cruz
O sítio pertencia ao empresário Luiz Cláudio da Cruz
Foto: Divulgação | PC

De acordo com o delegado, Thiago fugiu logo após o laboratório ser descoberto. “Ele ficou sabendo da operação e aproveitou para fugir. Fomos até à casa onde ele mora, no bairro Marcílio de Noronha, em Viana. A residência, de alto padrão, era mantida com o dinheiro do tráfico de drogas”.

A organização criminosa chefiada por Thiago possuía um forte senso empresarial que chamou a atenção da polícia. “Podemos dizer que o Thiago é o dono do negócio e o Luiz Cláudio foi quem forneceu o local para a produção. Estamos agora atrás dos operários, quem são as pessoas que produziam e distribuíam as drogas”, frisou Guilherme Eugênio.

DIFICULDADE

O fato da droga ser produzida em um município e vendida em outro, dificultou o trabalho de investigação da polícia, destacou o delegado.

“O laboratório ficava em uma área rural, de difícil acesso. Para realizar essa operação, tivemos que organizar um trabalho conjunto entre diversos setores das polícias Civil e Militar. Isso demanda tempo e organização”, destacou.

Segundo Guilherme Eugênio, o Disque-Denúncia foi uma ferramenta importante para a investigação. “Pudemos ter acesso ao disque-denúncia de toda a região metropolitana. Chegamos à casa do Thiago utilizando essa ferramenta.”

Thiago fugiu em uma caminhonete Hilux, levando um Jet Ski comprado com o dinheiro do tráfico.