Polícia investiga roubo de R$ 1 milhão em joias na Praia do Canto

Entre os itens relacionados, está uma pulseira com esmeraldas avaliada em cerca de R$ 100 mil e um anel no valor de R$ 80 mil

Romualdo Gianordoli
Romualdo Gianordoli
Foto: Divulgação

A Polícia Civil investiga o furto de cerca de R$ 1 milhão em joias de um apartamento na Praia do Canto, em Vitória. Mais dois apartamentos - um no mesmo bairro e outro em Jardim da Penha - também foram alvos de ações semelhantes, nos últimos quatro meses.

De acordo com o delegado-chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), Romualdo Gianordoli, o apartamento foi arrombado no dia 11 de março. “Os autores do crime retiraram o miolo da fechadura da porta para entrar no imóvel. A família estava em uma viagem e soube do furto pois também tentaram fazer o mesmo em outro apartamento no mesmo prédio”, contou o delegado.

As pulseiras, anéis e cordões estavam em uma gaveta do closet da proprietária do apartamento, uma aposentada, que estava em uma viagem com parentes na Bahia. Entre os itens relacionados, está uma pulseira com esmeraldas avaliada em cerca de R$ 100 mil e um anel no valor de R$ 80 mil. Não há câmeras de segurança no condomínio.

 

BAIRRO VIZINHO

Uma equipe de peritos da Polícia Civil esteve no local e fez levantamentos. A perícia também esteve nos outros dois imóveis. Um deles é de um defensor público que mora em Jardim da Penha. Ele e a família estavam viajando, no dia 20 de janeiro deste ano. Ao retornarem, se depararam com a fechadura da porta danificada.

Foram levadas joias no valor de aproximadamente R$ 50 mil e dois notebooks. No móvel onde estavam as joias, os criminosos deixaram para trás apenas as bijuterias. O prédio não possui câmeras  nem porteiro.

INVESTIGAÇÃO

O terceiro caso semelhante foi no último dia 11 de abril, na Praia do Canto. “Do mesmo modo, os suspeitos tentaram tirar o miolo da fechadura. Acreditamos que estejam usando um alicate de pressão para conseguir abrir retirando o miolo e sem danificar a porta. E para fazer esse tipo de serviço é preciso ter conhecimento técnico mínimo”, observou o delegado.

Gianordoli acredita que possam haver outros crimes semelhantes, mas que ainda não chegaram.“As joias são produtos fáceis de repassar em lojas que compram ouro, que trabalham na semi-informalidade. Os compradores não pedem documentos dos vendedores ou mesmo notas dos produtos. Assim, logo que compram essas joias sem registro, esses comerciantes usam ácido para descaracterizar o produto, fato que dificulta que a joia furtada seja recuperada”, explicou.