Produtores de café caem no golpe do adubo líquido no Sul do ES

Homem uniformizado tem se passado por funcionário de uma empresa de fertilizantes para o solo está vendendo produtos falsos a agricultores

Nem mesmo os produtores rurais escapam de serem enganados. Em Muqui e Atílio Vivácqua, Sul do Estado, um homem uniformizado e se passando por funcionário de uma empresa de fertilizantes para o solo está vendendo produtos falsos para agricultores. Os casos são investigados pela Polícia Civil, mas até o momento ninguém foi preso pelos crimes.

O agricultor Leonardo Gava cuida de 70 mil pés de café em Córrego da Fã, Atílio Vivacqua, há quinze anos. O uso de adubo ajuda a aumentar a produção. Ele comprou 4 galões de 5 litros do produto vendido pelos falsos vendedores de uma marca de um fertilizante que existe no mercado, ao custo de R$ 3,6 mil.

“Há um mês passaram vendendo o produto. Vieram de uniforme, mostrando vídeos dos resultados do produto, da facilidade de aplicar. Ontem, ele chegou aqui e comprei no cartão. Guardei, pois só ia usar em agosto. Um vizinho, que também comprou, me avisou que o produto era falso. Fui abrir e parecia água pura e vi que me passaram a perna”, contou o produtor Leonardo Gava.

Em Muqui, segundo a polícia, mais dois produtores foram vítimas e registram a ocorrência na delegacia da cidade que vai investir todas as denuncias desse caso. Uma delas ligou para polícia quando o homem que se apresentava como representante da empresa de adubo. O suspeito foi conduzido para a delegacia de Cachoeiro de Itapemirim, onde prestou depoimento e foi liberado.

Na embalagem comprada pelo cafeicultor aparecem o CNPJ da empresa verdadeira e componentes químicos do produto. Segundo o produtor, o homem que se apresentava como vendedor da empresa chegou a alugar uma casa em Atílio Vivácqua, onde estocava o produto. Os galões comprados pelos produtores ficaram com a polícia e o produto será analisado.

ALERTA

Em contato com a empresa identificada nas embalagens compradas pelos produtores, a responsável informou que no momento não há representantes atuando no Sul do Estado, somente no Norte do Espírito Santo. Afirma ainda que os representantes não atuam com pronta entrega.

Os produtos são pedidos, são emitidos boletos com a logomarca da empresa que devem ser pagos em estabelecimentos bancários. As empresas que são representantes do fertilizante também tem a logomarca na sua fachada. Cartões de crédito/débito não são aceitos como forma de pagamento.