OAB vai pedir sala de Estado Maior ou liberdade para advogadas presas no ES

Recurso principal, segundo o advogado Raphael Câmara, membro da Comissão de Prerrogativas da OAB-ES, é o habeas corpus pedindo a liberdade das acusadas

Operação Ponto Cego do Nuroc prende duas advogadas
Operação Ponto Cego do Nuroc prende duas advogadas
Foto: Carlos Alberto Silva

A Ordem dos Advogados do Brasil no Espírito Santo deve entrar ainda nesta quarta-feira com um habeas corpus pedindo a liberdade de Luezes Makerlle da Silva Rocha e Gabriela Ramos Acker, advogadas presas na primeira fase da Operação Ponto Cego. A informação é do advogado Raphael Câmara, membro da Comissão de Prerrogativas da OAB-ES.

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Luezes e Gabriela são suspeitas de escrever cartas com recados de bandidos para outros criminosos do Espírito Santo. Segundo Câmara, o pedido de liberdade vai se basear em dois pontos principais: o primeiro é que, de acordo com o entendimento dele, não há risco na soltura delas para o trabalho da polícia, mesmo com as investigações da Operação ainda em curso.

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"As investigações são fracionadas. No que toca as advogadas, elas estão concluídas. Então, o pedido da Ordem será a colocação em uma sala de Estado Maior e a liberdade. A liberdade, em primeiro lugar, em razão da situação delas", aponta Câmara.

O outro ponto que justificaria a liberdade das advogadas, segundo Câmara, seria a ausência de uma sala de Estado Maior para elas ficarem custodiadas. As duas foram levadas para celas comuns, mas estão separadas de outras detentas.

"Os advogados correm risco em celas comuns porque atuam, sobretudo advogados criminalistas que atuam em situações delicadas. Eles precisam ser colocados nessas salas de Estado Maior, com segurança privativa", afirma.