O diabetes também atinge cães e gatos

Por conta disso, precisamos estar atentos para saber como tratar nossos mascotes da melhor forma possível.

Diabetes e cães
Diabetes e cães
Foto: Divulgação / Pixabay

Infelizmente o diabetes também atinge gatos e cachorros. Por conta disso, precisamos estar atentos para saber como tratar nossos mascotes da melhor forma possível.

A doença é dividida basicamente em duas categorias: diabete melito tipo 1 (dependente de insulina) e diabete melito tipo 2 (não depende de insulina).

Tipo 1:

É a condição diabética em que a secreção endógena de insulina não é suficiente para impedir a produção de cetonas.

A secreção de insulina pode estar diminuída ou ausente, e o estado diabético é prontamente corrigido pela insulina exógena.

Tipo 2:

É a condição diabética na qual a secreção de insulina geralmente é suficiente para prevenir cetose, mas não para impedir hiperglicemia. A secreção de insulina pode ser alta, baixa ou normal, mas é insuficiente para superar a resistência à insulina nos tecidos periféricos.

Em gatos e humanos com diabete do tipo 2, a secreção de insulina secundária à carga de dextrose está prejudicada. A fase inicial de secreção da insulina é retardada ou ausente e a segunda fase da secreção da insulina, atrasada, porém de forma exagerada. A obesidade é um fator de risco no diabete tipo 2, pois causa resistência à insulina.

Quais os sinais clínicos do diabete?

A maior parte dos pets com diabetes tem mais sede e mais vontade de urinar. Embora o apetite geralmente seja bom ou até maior que o normal, muitas vezes há a perda de peso. Alguns cães, no entanto, podem tornar-se obesos. Em alguns casos, a cegueira devido a catarata pode ser a primeira indicação ao tutor que existe um problema. A catarata se manifesta com olhos opacos ou perda da visão.

Cães podem desenvolver uma graves complicação devido ao diabetes, conhecido como cetoacidose. Nesta condição grave, a glicose no sangue aumenta muito e partículas de gordura (cetonas) presentes no sangue se acumulam. Isto pode causar letargia grave, fraqueza e vômito.

Como o diabetes é diagnosticado em cães?

O diabetes em cães é diagnosticado com base nos sinais clínicos, e como descrito acima, pela presença de glicose na urina, e de testes de sangue que demonstram a glicose persistentemente alta. Pelo fato de existirem complicações, muitas vezes devido outras doenças presentes, geralmente os seguintes exames são recomendados: hemograma completo, exame bioquímico e exame de urina. Exames de imagem são necessários muitas vezes para pesquisar as causas.

*A autora é médica veterinária