Diário de Chloé: entenda melhor a situação dos pets de rua

Saiba quais podem ser as medidas tomadas para que os animais de rua tenham um lar e uma vida melhor. Além disso, fique por dentro das novidades sobre o mundo pet

Meu querido diário… Basta andar pelas ruas da Grande Vitória para perceber como tem aumentado o número de moradores de rua. É uma situação complexa, e para resolvê-la é necessário um conjunto de ações envolvendo não só o Poder Público, mas a sociedade em geral. Mas eu, na verdade, não quero entrar nesse mérito. Quero, sim, perguntar se vocês já repararam que muitas dessas pessoas em situação de rua têm como companheiro um cachorro, que foi abandonado e também vive nas ruas. E que essa relação, apesar de toda a complexidade, segundo especialistas, é muito importante para os moradores de rua, pois os animais os ajudam muitas vezes a superar as adversidades que enfrentam no dia a dia.

Muitos deles, inclusive, se não tem comida suficiente, preferem alimentar o animal. Acredita? Existe até um livro “My dog always east first: homeless people and their animals” (Meu cachorro sempre come primeiro: moradores de rua e seus animais), de Leslie Irvine, uma professora de sociologia do Colorado, Estados Unidos, que fala dessa relação de afeto. Essa amizade costuma ser tão bonita que não faz nenhum sentido os abrigos, que são disponibilizados pela Prefeitura Municipal de Vitória, não aceitarem que eles durmam no local com seus animais de estimação. E quando isso acontece, eles preferem dormir nas ruas.

Esse problema, a meu ver, não é difícil de resolver, bastaria construir algumas casinhas próprias para pets nesses locais, disponibilizando água e ração, para que eles possam passar a noite ao lado de seus donos. Outra ação importante também seria dar suporte veterinário aos animais dos moradores de rua, vacinando-os. E em caso de alguma doença ajudar com o tratamento necessário. Para a parcela da sociedade que não vive essa situação, tudo isso pode parecer uma bobagem. Mas antes de qualquer coisa é necessário se despir do preconceito e perceber que, para quem não tem nada, esse companheiro talvez seja a mais pura forma de amor que o morador de rua tem ao seu alcance.

É o bicho
É o bicho
Foto: Divulgação

Esteira para gatinhos

Seu gatinho está gordinho e precisando se exercitar? A solução, então, pode ser essa esteira inteligente, criada pela startup coreana Pet Ding. Para motivar os bichanos a se arriscarem na aventura, a Little Cat possui uma lâmpada de LED que acompanha o movimento da roda, o que faz com que ele instintivamente siga a luz como se fosse atacar uma presa. Além disso, os donos podem verificar o andamento da atividade física do felino através de um aplicativo, definir metas para eles e até enviar mensagens de voz encorajando-os.

Me adota, vai!

Oi gente, eu sou o Ragna. Sou macho e tenho cinco meses. Ainda estou descobrindo esse mundo dos humanos, e confesso que, às vezes, fico assustado. Sou muito dengoso e estou procurando um lar. Olha bem para os meus olhinhos azuis e vê se eu não mereço uma família para dar e receber amor? Gostou de mim, estou aqui te esperando. É só entrar em contato com [email protected]

É o bicho
É o bicho
Foto: Divulgação

 

Evento para os mascotes

No próximo domingo, dia 17 de fevereiro, será realizado o Blocão, o bloco mais animal de Vitória. Quem levar o mascote lá (lembrando que só será permitida a entrada de animais com protocolo de vacinação em dia e fêmeas fora do período do cio), vai poder participar de concurso de melhor fantasia, concurso de talentos, além de degustar comidinhas deliciosas. O evento será realizado na Rua Juiz Alexandre Martins de Castro Filho, 707, Santa Luzia.

É o bicho
É o bicho
Foto: Divulgação

Museu bom pra cachorro

Os apaixonados por cachorros podem visitar, agora, em Nova York, Estados Unidos, o American Kennel Club Museum of the Dog Manhanttan. Criado pela American Kennel Club, uma instituição que cuida de animais abandonados há mais de 100 anos, o espaço reúne fotos, esculturas e até fósseis de cachorros com mais de 30 milhões de anos. O visitante também pode cuidar de um filhote virtual e descobrir qual a raça que mais se parece com ele com base em leitura facial. Os ingressos custam US$ 15 (R$ 56,34) para adultos e US$ 6 (R$ 22,54) para crianças.